Como ocorre na alopécia androgênica masculina, na mulher a calvície também pode iniciar-se logo após a puberdade. Estas mulheres jovens iniciam um afinamento do cabelo, em geral na parte anterior e superior da cabeça. No começo é visível apenas na “risca” do cabelo e percebe-se um cabelo com pouco volume e crescimento lento. Depois, uma rarefação mais difusa do cabelo começa a ser percebida. Por fim uma certa “transparência” do cabelo é notada, permitindo “ver” o contorno da cabeça através do cabelo. Este torna-se fino, frágil e quebradiço, e também mais claro. No caso da alopécia androgênica feminina, a linha anterior (onde inicia o cabelo) em geral é poupada, assim como a região posterior da cabeça, a assim chamada “região ocipital”. Esta predileção por alguma áreas em detrimento de outras têm como explicação a presença não uniforme no couro cabeludo da enzima 5alfa-redutase, que promove a calvície, e da aromatase, que possui ação protetora nos cabelos. Embora algumas mulheres apresentem distúrbios hormonais originando a calvície, na maioria dos casos a dosagem hormonal se mostra normal. Nestes casos a calvície da mulher pode ser explicada por uma “alta sensibilidade” dos receptores hormonais (localizados no cabelo) aos hormônios masculinos. Estes, são normalmente produzidos pela mulher e podem gerar a calvície mesmo apresentando-se em doses normais. para entender melhor o processo da calvície androgenética sugerimos que leia esse tópico e retorne a seguir: clique aqui.
Quando é hora de partir para o transplante capilar?
O transplante capilar está indicado para os casos mais avançados (graus II e III) e sempre concomitante com o tratamento clínico para “frear” a evolução da queda, ou seja, o transplante se encarregará de aumentar o volume capilar e o tratamento clínico de estabilizar a queda.
Nesses casos, diferentemente dos quadros masculinos, deve-se investigar a fundo as causas e somente partir para a cirurgia quando as possibilidades clínicas já foram tentadas sem sucesso ou para os seguintes casos:
- Seqüelas cicatriciais: queimaduras, cirurgias estéticas, radioterapias, etc… (veja “outras aplicações”)
- Ou casos muito avançados em que a rarefação já justifica o transplante.





















